Vamos falar sobre autoestima?

Sabemos o quanto o mercado da beleza e estética rentabilizam milhões, as custas das nossas inseguranças, criando necessidades que não existem, nos fazendo odiar nossas medidas corporais e características físicas, com a promessa de que, na maioria das vezes, seremos aceitas pela pessoa amada, parecendo até simpatia “Trago seu amor em 30 dias” se você fizer uma cirurgia plástica ou usar a roupa tal. O fato é que, nenhuma mudança externa (somente), vai trazer o equilíbrio que precisamos em nossa mente.

Para entender melhor a relação destas influências, convidei a belíssima Isa Rocha psicóloga clínica que, utiliza abordagem cognitivo comportamental, para nos falar, sobre autoestima, confira!

1 – Do ponto de vista profissional, o que você pode dizer sobre o processo de autoestima de cada indivíduo?  Você acha que, fatores culturais, externos, influenciam nesta sensação de bem-estar consigo mesma?

A autoestima é um conjunto de sentimentos e pensamentos que temos sobre os nossos valores e competências. Ela pode ser positiva ou negativa e, interfere diretamente na forma como nos relacionamos com o mundo e com as pessoas. Quando elevada a gente tende a se posicionar e enfrentar melhor os acontecimentos da vida, se baixa afeta a nossa confiança e duvidamos da nossa capacidade.

Todos nós temos um histórico genético, familiar, social e cultural que influencia no modo como enxergamos e percebemos as nossas potencialidades e fragilidades. Sendo assim, essa autoavaliação influi diretamente na sensação de bem-estar consigo mesmo.

Neste contexto, julgo importante falar da autocompaixão que é uma forma amorosa e gentil de se tratar, principalmente quando falhamos e nos sentimos inadequados. Reconhecer que todos nós somos imperfeitos e sujeitos a erros é essencial para o fortalecimento da nossa autoestima.

Falar sobre autoestima também envolve não querer agradar todo mundo. Normalmente não nos sentiremos bem ou indiferentes quando não agradamos, mas ao mesmo tempo se eu não suportar essa sensação eu cedo e acabo não sendo fiel aos meus valores. O bom é que não cedendo, com o tempo eu vou me fortalecendo e ficando mais desprendido. É um desconforto que promove a sua liberdade, vai por mim!

2 – Até onde a opinião alheia, afeta a visão que temos de nós mesmos?

Fomos concebidos para criar vínculos, lidar com a opinião alheia é inevitável e, ao mesmo tempo, necessário para o nosso desenvolvimento.

O que pode vir a ser um problema é a ausência de uma escuta ativa, ou seja, a falta de questionamento, eu preciso me perguntar se faz sentido ou se é coerente essa fala. Tenha o hábito de se perguntar: “Eu concordo com essa opinião? ”. Isso pode te ajudar a poupar tempo tentando se conformar com opiniões divergentes dos seus valores.

Tende a ser difícil não se incomodar quando ouvimos algo que não esperamos ou concordamos, mas as pessoas vão falar e pensar o que quiserem, nós não temos controle sobre isso. O importante é você aprender a agir independente da aprovação do outro.

3 – Como as redes sociais, ajudam ou atrapalham neste processo de autoestima, autoconhecimento, autorrealização? Exemplo, caso do adolescente que se matou por conta de comentário homofóbicos no tik tok. Como fugir dos modelos de pessoas perfeitas na Internet?

Somos bombardeados o tempo todo com recomendações e informações para tudo, mas qual a relevância disso para mim?

É preciso cuidado com essas “regras rígidas” de, como DEVERIA ser a sua vida. Não existe uma receita pronta para a felicidade.

As pessoas têm interesses diferentes, tentar se encaixar num modelo de vida que não leva em consideração quem você é e as suas necessidades pode levar a transtornos como depressão e ansiedade.

A sua rotina e estilo de vida precisa está alinhada com o que é viável para você e com o que te faz bem no momento, por exemplo: você não precisa tomar suco verde, fazer atividade física todos os dias às 5h da manhã, ler muitos livros, meditar, ser produtivo, magro e bem-sucedido para ter uma vida perfeita e feliz, como tão difundida nas redes sociais. Essa ideia nos aprisiona e nos desconecta dos nossos sentimentos e reais necessidades.

Não estou dizendo que essas práticas estão erradas. Têm muito conteúdo e dicas boas nas redes sociais, mas você precisa experimentar e se questionar mais, ou seja, distinguir o que é ou não para você.

4 – Como a necessidade de pertencimento, afeta nossa forma de consumir, se relacionar com as pessoas, de comer, nossa relação sobre o corpo, etc.

É uma necessidade intrínseca do ser humano ser amado e se sentir conectado, é o que dá sentido a vida e garante a nossa sobrevivência.

Validar quem somos e colocar as nossas necessidades em primeiro lugar é fundamental. Tem coisas que se adequam bem para outros e não para mim.

Na tentativa de ser aceito eu posso ir na contramão do que eu acredito. A questão, talvez não esteja em quem você é, mas em estar tentando se encaixar em padrões incompatíveis com a sua realidade. Busque por ambientes e se conecte com pessoas que te aceitam como você é.

E aí curtiu?

Cuidar da nosso corpo, mente e espírito, faz parte do processo de autoconhecimento, trouxemos só um cadinho de coisas que a terapia pode fazer por nós, a Isa posta conteúdos muito legais e, está com a agenda aberta para tratamentos, chama ela no Zap, e já segue ela nas redes sociais.

@psi.isarocha

psicoisaurarocha.com

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Imagem de mulheres felizes from rawpixel

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