E se o padrão fosse você?

Na semana passada tivemos uma perda que, veio à tona para mídia, a modelo e influenciadora digital Liliane Amorim, morreu após procedimento cirúrgico estético, devido complicações de uma lipo Lad (lipoaspiração que desenha um abdômen malhado, na parte interna do corpo).

Este ocorrido, dá margem para analisarmos uma infinidade de comportamentos, crenças limitantes que, fomos adquirindo ao longo das nossas vidas, e como a indústria da moda participa diretamente desta cadeia.

Muito se tem pensado sobre o que seria padrão de beleza estabelecido e, padrão de beleza real, já sabemos que mais da metade da população mundial não atende ao padrão idealizado e inalcançável, mas ainda assim, segundo a ISAPS (Associação Nacional de Cirurgia Plástica e estética) o mercado brasileiro é líder mundial e, em 2020, movimentou mais de 11 milhões de reais para setor.

Não queremos aqui demonizar os procedimentos estéticos, mas trazer algumas reflexões de como nossa mente é convencida facilmente ao excesso destas intervenções, somos movidos por gatilhos das experiências sociais que vivemos durante toda nossa trajetória de vida, que ficam em nosso consciente e subconsciente, e o sistema capitalista é desenhado para criar uma solução, de problemas que eles mesmos nos atribuíram, neste modelo já estabelecem o que é certo e errado, bom e ruim, apenas somos criados para seguir estas regras e normativas.

O consumo em si, foi recomendado por Victor Lebow economista americano, que propôs substituir o consumo por necessidade em consumo por desejo ele disse “Nossa economia enormemente produtiva exige que façamos do consumo o nosso modo de vida, que transformemos a compra e uso de bens em rituais, que busquemos a nossa satisfação espiritual e do nosso ego no consumo. Nós precisamos que as coisas sejam consumidas, gastas, substituídas e descartadas em um ritmo cada vez mais acelerado” isso ocorreu no final da segunda guerra mundial, onde os EUA, precisava recuperar sua economia.

Então, não é por acaso que constantemente queremos estar na moda, satisfazer nossos desejos de consumo, elevar o próprio ego e consumir padrões estéticos inalcançáveis.

Um pouco complexo né, vamos simplificar, imagina se o padrão de beleza fossem mulheres gordas? E se o padrão fosse mulheres acima de 50 anos? E vamos um pouco mais além e se o padrão estabelecido fosse, pessoas com deficiência?  Certamente teríamos muitas mulheres tentando alcançar estas metas de beleza, mas não parece absurdo uma pessoa, amputar uma perna para se encaixar só porque aquilo é tido como padrão?

Não há nada de errado em ser você, e querer aprimorar através de procedimentos o que fará você se sentir melhor, apenas entenda o real motivo destas intervenções até que custo vale este incomodo de querer mudar fisicamente seu corpo? As vezes o que precisamos mesmo é uma cirurgia para a alma.

E isso a terapia pode te ajudar e muito rs. Todas as mulheres acima têm sua beleza, e todas sofrem com a pressão estética do dia-a-dia o que cabe a nós é criar nossos próprios padrões, sermos melhores, porém dentro do que está ao nosso alcance, afinal não desejamos que esta pressão acabe com a beleza de estarmos vivas.

Luana Carvalho, Maye Musk e Marsha Elle
imagem retirada do google

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